Nas últimas semanas é o conselho que mais oiço. Seguir em frente. Mas o que é mesmo isso?
Não é esquecer. Aliás, é só uma parte do esquecer. Seguir em frente é admitir que ele ficou para trás, que é passado. Seguir em frente é não pensar nele da mesma maneira. Seguir em frente é forçar-me a esquecer.
E eu quero. E eu vou fazê-lo. E custa. Custa pensar que acabou, quando parece estar uma porta entreaberta. Mas é uma ilusão. Acabou. Acabou mesmo. Já não há mais. É simples.
Seguir em frente é, acima de tudo, não querer voltar atrás. E sinceramente já nem quero. Depois de tudo apercebi-me que se foi assim que aconteceu, talvez tenha sido melhor.
Não fico de certeza parada no tempo, nas memórias e na saudade. A vida seguiu, ele seguiu e eu também. E seja o que Deus quiser.
that girl
segunda-feira, 4 de março de 2013
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
O outro lado do espelho
Um olhar fraco, débil e cansado. Olheiras carregadas, olhos semi-fechados, expressão apática. O cabelo desgrenhado. Mas quem é esta pessoa que se apoderou do reflexo?
Ela é cansada. Não está, já é uma constante. Não é triste, nem deprimida, essas emoções já quase nem existem. Simplesmente não queria ter acordado.
O dia-a-dia, outro desafio. Ela só queria dormir mais um pouco.
Não era por um sonho bom nem nada que parecesse, aliás, ela não sonhava há uns tempos. Era simplesmente pelo vácuo que era. Ela precisava disso. Precisava de nada.
Um nada sem confusões, um nada sem gritos, um nada sem lágrimas, um nada sem pessoas. Porque no fundo era isto, ela queria desaparecer.
Ela via tudo à sua volta a desmoronar, e isso assustava-a. Queria esconder-se debaixo do cobertor, como fazia em pequena, mas não podia. Manteve-se firme, e deixou tudo cair à sua volta. Deu por si rodeada por ruínas: pessoas, projectos, meses, tudo isto reduzido a pó. Tudo aquilo que lhe parecera tão valioso, de ouro, não passava de plástico.
E foi então que viu. Por baixo das ruínas, quase no fundo, ouro. Família, verdadeiras amizades, até o talento. Pouco, mas valioso. E então ela sorriu, limpou as lágrimas, retribuiu-me o olhar. Abandonámos ambas aquele vidro, voltando eu para a vida real e ela para a minha imaginação.
Ela é cansada. Não está, já é uma constante. Não é triste, nem deprimida, essas emoções já quase nem existem. Simplesmente não queria ter acordado.
O dia-a-dia, outro desafio. Ela só queria dormir mais um pouco.
Não era por um sonho bom nem nada que parecesse, aliás, ela não sonhava há uns tempos. Era simplesmente pelo vácuo que era. Ela precisava disso. Precisava de nada.
Um nada sem confusões, um nada sem gritos, um nada sem lágrimas, um nada sem pessoas. Porque no fundo era isto, ela queria desaparecer.
Ela via tudo à sua volta a desmoronar, e isso assustava-a. Queria esconder-se debaixo do cobertor, como fazia em pequena, mas não podia. Manteve-se firme, e deixou tudo cair à sua volta. Deu por si rodeada por ruínas: pessoas, projectos, meses, tudo isto reduzido a pó. Tudo aquilo que lhe parecera tão valioso, de ouro, não passava de plástico.
E foi então que viu. Por baixo das ruínas, quase no fundo, ouro. Família, verdadeiras amizades, até o talento. Pouco, mas valioso. E então ela sorriu, limpou as lágrimas, retribuiu-me o olhar. Abandonámos ambas aquele vidro, voltando eu para a vida real e ela para a minha imaginação.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Good bye
Adeus. Até um dia destes. Até ao dia. O dia em que acordares. O dia em que perceberes a criança que foste. O dia em que esse orgulho ruir. O dia em que olhares para o espelho e odiares o reflexo. O dia em que vires o quanto perdeste. O dia em que reconheceres o teu egoísmo. O dia em que olhares para trás e dês valor a tudo o que fiz por ti. O dia em que cresceres. O dia em que só quererás chorar, mas nem as lágrimas chegarão. O dia em que sentires falta do meu toque, do meu abraço, do meu beijo. O dia em que me quiseres outra vez. E sabes que mais? Quando esse dia chegar, eu vou sorrir e dizer: "Não tinhas seguido em frente? Foi o que eu fiz." Quando esse dia chegar, eu vou ser capaz de te dizer não. Quando esse dia chegar, eu terei o orgulho erguido no gelo das lágrimas sós, e a minha frieza não o deixará derreter ao calor do teu olhar. Quando esse dia chegar, eu já não ficarei sem fôlego ao cruzarmos o olhar, simplesmente nem vou reparar. Quando esse dia chegar, eu serei uma mulher e tu não passarás de um mero rapaz.
Até lá.
Até lá.
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