Nas últimas semanas é o conselho que mais oiço. Seguir em frente. Mas o que é mesmo isso?
Não é esquecer. Aliás, é só uma parte do esquecer. Seguir em frente é admitir que ele ficou para trás, que é passado. Seguir em frente é não pensar nele da mesma maneira. Seguir em frente é forçar-me a esquecer.
E eu quero. E eu vou fazê-lo. E custa. Custa pensar que acabou, quando parece estar uma porta entreaberta. Mas é uma ilusão. Acabou. Acabou mesmo. Já não há mais. É simples.
Seguir em frente é, acima de tudo, não querer voltar atrás. E sinceramente já nem quero. Depois de tudo apercebi-me que se foi assim que aconteceu, talvez tenha sido melhor.
Não fico de certeza parada no tempo, nas memórias e na saudade. A vida seguiu, ele seguiu e eu também. E seja o que Deus quiser.